
Londres. Outubro 2005.
Um regresso a Londres é um retorno às diferentes épocas da minha existência. Foi sempre a minha cidade, logo a seguir ao Funchal, e desde muito cedo, tinha a certeza absoluta que iria lá viver. Como a vida é feita de variações, vim parar a Lisboa e aqui fui ficando. Nunca me senti lisboeta, mesmo gostando da cidade. Quando estou em Londres, sinto-me sempre londrina. Sinto-me londrina quando estou nas casas vitorianas dos meus familiares, e sinto-me londrina quando estou nos apartamentos dos meus amigos ingleses. Quando estou no metro com os constantes avisos do mind the gap, e quando vou a subir as escadas rolantes do lado direito sem me atrever a ficar parada no lado esquerdo. Quando estou nos parques a atrair os esquilos com castanhas. Quando vou a correr pela Regent Street para apanhar o autocarro. Quando fico horas à espera pelos amigos no Convent Garden (pontualidade britânica?). Pelo frio. Pela Olt Tate e pelos Turner. Os Turner. Aos 14 anos ficava fascinada a olhar para toda aquela luz. Pelo National History Museum e pelo Darwin Centre. Desta vez foram só cinco horas enclausurada lá dentro. Pelo frio. Até pela pouca luz, que nos força o deslumbramento da luz intensa quando viajamos para o sul, para Lisboa ou outro sítio qualquer. Desconfio que um dia troco Lisboa por Londres. A gastronomia? Há as apple tarts. Até os pasteis de nata em Portobello com bicas bem tiradas. E comida do mundo inteiro.


2 Comments:
Não há dúvida que Londres é uma espécie de Albufeira à inglesa!
Partilho por completo essa paixão por Londres..e está a ficar mais do que na hora de voltar. A "Nova" Tate tb é uma maravilha, o Barbican Center, os Pubs do Soho, a possibilidade de conhecer pessoas de todo o mundo..eu acho que, um dia, ainda vou viver lá! Ai que saudades!!!!!!!!!
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